As 4 emoções dolorosas primárias - como viver com e sem elas - Por Arnina Kashtan

Raiva, medo, culpa, vergonha.


Essas emoções existem e operam a partir do cérebro antigo (a parte límbica) e cada uma delas é motivada por uma profunda necessidade existencial, que é projetada para nos inspirar a nos defender nos níveis: existencial, pessoal, social ou espiritual.


Naturalmente, essas emoções, como as emoções em geral, são ondas de energia de curta duração que, se estivessem agindo naturalmente (como fizeram em nossa infância), desapareceriam no final de sua função sem experimentarmos uma estagnação. Mas a maioria de nós as conhece como emoções que estão presentes há muito tempo (por anos e gerações...) e que aparecem com frequência.


Essa confusão histórica é criada pela intervenção do córtex (o cérebro pensante) no processo, já que fomos doutrinados a interpretá-las pelo patriarcado. A presença do córtex gera histórias e interpretações, alimentadas por opiniões, valores e crenças baseados no paradigma "certo / errado". Por este motivo, perdemos a conexão direta com a motivação natural desses sentimentos.


Como adultos, quase não reconhecemos o aparecimento dessas emoções como uma resposta direta a uma necessidade não atendida e / ou a qualquer situação no momento em que ocorre. Isso cria uma complicação que nos enreda no efeito desses sentimentos por muito mais tempo do que seria sua intenção básica.

É interessante examinar como o medo reside no âmago de tudo.

Medo + raiva são sentimentos relacionados à existência pessoal. A culpa e a vergonha estão relacionadas à existência social.


Ficamos presos a esses sentimentos porque acreditamos nas histórias que acompanham a nossa experiência (embora, na realidade, essa experiência tenha nascido dessas mesmas histórias). E isso é como o sofrimento é criado: como acreditamos nas histórias, as vemos como uma descrição da realidade, e nos encontramos presos a elas e às emoções dolorosas resultantes. Neste estado, não estamos presentes com o que realmente está acontecendo e, portanto, estamos incapazes de reagir a partir de nós mesmos, do nosso interior (ou seja, a partir da conexão com as nossas necessidades), ou da realidade.


O principal trabalho com esses sentimentos é separá-los das "histórias" que ainda estão anexadas a eles, de forma a restaurar sua função natural. Em outras palavras, a prática (ou seja, descosturar as histórias ou o histórico do próprio evento) nos permite sentir esses sentimentos por períodos mais curtos e, assim, reduzir o sofrimento que muitas vezes os acompanha (decorrente da participação do pensamento em seu funcionamento).


Quando estamos conectados com a realidade e com a experiência que ocorre dentro de nós em resposta às nossas necessidades no momento, estamos presentes e, portanto, temos uma maior possibilidade de encontrar escolhas que surgem das necessidades e da própria realidade.

Aprofundando a nossa compreensão das 4 emoções primárias


As necessidades que essas 4 emoções nos convidam (ou nos despertam) para atender:

  • Medo: sobrevivência (eu sobrevivo, eu vivo);

  • Raiva: existência e lugar (eu existo, me veja, eu tenho um lugar no mundo);

  • Culpa: auto-consciência por se responsabilizar e pertencimento (estou consciente, eu te vejo);

  • Vergonha: aceitação pelos outros (pertencimento) e por nós mesmos (dignidade - eu sou completo / eu tenho valor da forma que sou)


Para explorar esse material mais a fundo e conhecer o funcionamento de cada uma dessas emoções, bem como aprender os caminhos para se liberar do efeito que elas têm em nossos pensamentos e reações, participe do treinamento contínuo “A Bússola”, desenvolvido e guiado pela Arnina Kashtan, promovido pela primeira com tradução para o português pelo Instituto CNV Brasil. "A Bússola" combina conhecimentos em Comunicação Não-Violenta, crenças e Criança Interior, e tem início no dia 3 de outubro.


Saiba mais aqui no site, em www.insitutocnvbrasil.com.br/bussola


Autora: Arnina Kashtan

Tradução: Jade Arantes

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Brasília - DF

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