Vamos fazer um check-in?

Atualizado: Abr 2

Hoje, 1° de abril de 2020, vivemos um momento de incerteza com a crise despertada pela proliferação do COVID-19. São muitas emoções vivas nesse momento, e falar sobre elas pode ajudar bastante. Mas pode ser também desafiador encontrar um momento para isso.


Uma prática que tem nos ajudado muito no Instituto nesses últimos dias é fazer um check-in quase que diário. Pela manhã, entramos em videoconferência e contamos como chegamos àquele dia.


Quase sempre, contamos e escutamos um misto de sentimentos: medo e ansiedade que vêm com a ausência de previsibilidade e controle desse momento que vivemos. Gratidão por nós e as pessoas que amamos estarmos bem e em segurança. Preocupação com o bem-estar da população que mais vai ser afetada por essa crise. Inspiração e disposição para encontrar estratégias que nos permitam continuar em nossas atividades, levando a Comunicação Não-Violenta para mais pessoas, em um contexto onde ela pode ser tão útil. 

Essa prática nos nutre em conexão. Vemos rostos e escutamos vozes familiares, nos sentimos acompanhadas nesse período. Também nos atende em sentido e realidade compartilhada, fica mais fácil centrar e lembrar de por quê fazemos o que fazemos. E talvez o principal: nos dá espaço interno para viver os desafios que esse período nos traz e estar mais presente nas nossas outras relações. 

O Marshall Rosenberg explorou a magia que é ser escutado com presença plena e interesse genuíno. Sermos vistos por nossos sentimentos e necessidades mais profundos cria um espaço dentro de nós para podermos receber os sentimentos e necessidades das outras pessoas. E é assim que lembramos que somos todos humanos, compartilhando das mesmas motivações.

Em uma escuta empática que tive na semana passada, eu falava sobre um relacionamento importante para mim. Junto com as histórias que eu me conto sobre esse relacionamento, vieram sentimentos e necessidades que estavam muito vivos.


Ao escutar a minha parceira empática refletir o que eu estava sentindo e o que era importante para mim, fui surpreendida por pensamentos que vieram espontâneamente. Eu comecei a imaginar quais eram as necessidades da outra pessoa daquela relação: "Acho que ele precisa de companheirismo e apoio nessa situação". Isso me fez sentir mais conectada a essa pessoa. E naquele momento me veio um estalo: é isso que acontece quando temos espaço interno! Conectamos com o que nos importa e nos abrimos para ver o outro em sua humanidade.


Por isso falamos tanto desse tal espaço interno. E hoje queremos te incentivar a experimentá-lo. Seja com a sua equipe de trabalho, com amigos, na sua família ou com seu parceiro ou parceira, convide alguém ou um grupo de pessoas para simplesmente se escutarem. Estar presente e se escutar. Nem é preciso comentar nada, olha que fácil. Que tal experimentar esse espaço de escuta em um check-in?


Dica: Para o nosso check-in usamos o zoom.us. Você pode usá-lo de maneira gratuita e incluir câmera e microfone para várias pessoas ao mesmo tempo.


Autora: Flávia Amorim

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Brasília - DF

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