3 dicas para levar consciência às suas mensagens de texto

No mundo das mensagens de WhatsApp, SMS, e-mails e todas as possíveis formas de conversas de texto, nos vemos em duas situações: distantes o suficiente para nos protegermos por detrás das telas e próximos o suficiente para vencermos as distâncias mais assustadoras.


O filósofo Leandro Karnal fala sabiamente sobre o Dilema do Porco Espinho que aparece na geração Y (minha geração) e nas seguintes com força total.

Distantes, estamos sós; quando nos aproximamos, nos machucamos com nossos espinhos, por dificuldade de nos relacionar.

Poderia colecionar dos meus tantos atendimentos as queixas sobre os desafios da comunicação. Muitas sobre mensagens de texto, e-mails e comunicações à distância, em geral.


O Dilema do Porco Espinho está presente no mundo das mensagens, pois é por meio delas que conseguimos ser mais vulneráveis, a ponto de dizer coisas que não conseguiríamos dizer; ao mesmo tempo, é o lugar onde não conseguimos demonstrar tudo o que gostaríamos.


Eu mesma cresci no mundo dos "bate-papos on-line". Foi assim que aprendi a digitar tão rápido quanto digito hoje, e foi assim também que aprendi a gostar e achar muito mais cômodo me comunicar por escrito do que por telefone.


Confesso que ganhei muitas coisas ao aprender a gerenciar meus contatos por mensagens. Hoje, depois de conhecer mais sobre as vantagens e desvantagens desse mundo, por minha experiência pessoal e escutando os resultados de meus clientes, intensifiquei o uso dessas ferramentas, levando três coisas em consideração:


1. Auto conexão faz diferença

Se tem uma vantagem que as mensagens de texto nos proporcionam é o tempo suficiente para que possamos nos centrar e estar presentes para a resposta que vamos dar. De maneira consciente e mindful, ou seja com atenção plena; podemos nos colocar em plena capacidade de escuta e também de resposta para o que vemos escrito.


Um mundo de possibilidades se abre aqui com o tempo que as mensagens nos proporcionam para pensarmos, respirarmos e nos centrarmos, deixando de reagir no piloto automático.

É claro que essa escolha precisa ser consciente, declarada e trabalhada para que você desenvolva essa habilidade, mas apenas o fato de querer estar nesse estado presente e atento já é um passo dado rumo ao benefício do tempo que se pode usufruir entre o que é dito, o que é escutado e o que é respondido.

2. Um lugar para refletir sobre sua intenção

A benção de ter um lugar onde as conversas são registradas é um excelente lugar para voltar e refletir como tem tido as suas conversas. Desde onde tem dito o que quer dizer? Quando pergunto isso, quero dizer qual intenção há por trás do que você diz?


Marshall Rosenberg, criador da Comunicação Não-Violenta, nos encoraja a pensar que estamos sempre jogando um de dois jogos: o jogo do certo e errado ou o jogo de fazer a vida mais maravilhosa. E por esse último entenda-se cuidar e fazer as relações mais sustentáveis, o que nem sempre significa ser doce e aceitar tudo a todo custo.


É olhando para nossas mensagens simples de "oi amiga, como você está?" que podemos nos encontrar com nossa vontade profunda de conexão e companhia. Talvez com um olhar ou dois para uma mensagem enviada podemos descobrir que por trás do que dizemos há um pedido tão importante, que nós nem mesmo imaginávamos.


Imagine uma mensagem assim: Oi amor, cadê vc? Vai chegar tarde de novo?

Quantos sentimentos e necessidades podem estar se manifestando por essas palavras? Essa pessoa pode estar buscando nutrir suas necessidades de cuidado, afeto, conexão ou parceria e pode nem estar consciente disso. É por isso que o mundo das mensagens pode ser uma excelente porta de entrada para essa autoconsciência.

Quem sabe um grande passo para a atenção plena na presença mindful venha em seguida.


3. Um lugar para iniciar conversas

Longe de achar que mensagens são lugares para termos conversas profundas, encorajo e digo que é um excelente lugar para primeiros passos e pequenos pedidos. Com clareza de nossas intenções e muita honestidade em relação ao que precisamos (pensando nas necessidades humanas universais propostas por Mashall Rosenberg), podemos elaborar pedidos para abrir conversas presenciais em um outro momento, contando o que gostaríamos de cuidar alí.


Imagine que a mesma pessoa segue nas mensagens mais pra frente: "Oi amor! Me dei conta que estou querendo um tempo de qualidade contigo. Vamos combinar algo juntos para hoje?"

A arte de aproveitar o que temos em nossas mãos é o que vai nos fazer cada vez mais abençoados com as tecnologias que temos, crescendo em nossa relação com nós mesmos e também com quem amamos.

Deixo aqui essa reflexão com um convite para aprofundarmos juntos o tema dos relacionamentos sob olhar da CNV.


Saiba mais pelo site: www.institutocnvbrasil.com.br


Autora: Liliane Sant'Anna

Brasília - DF

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