As sutilezas da empatia

É um exercício ter que escrever sobre as sutilezas da empatia quando existem tantas versões diferentes para a mesma palavra. Por isso trago aqui um relato pessoal, vivido nos últimos três anos onde explorar a prática da empatia, me ensinou a estar mais presente, a ser mais humana e por fim, a entender que nem tudo nessa vida gira em torno das minhas histórias.


O melhor presente que posso oferecer ao outro é a minha presença. É tão simples e óbvio, que me escapa a complexidade que há nesse ato. Principalmente porque é comum estar fora de mim, visitando o mundo das narrativas, das histórias que me conto.Por exemplo, acontece frequentemente quando dirijo, entrar em um assunto na minha cabeça e nem perceber o que aconteceu pelo caminho. Enquanto estou nesse ‘piloto automático’, ouvindo as narradoras que passam os dias a desdobrar histórias passadas ou futuras, perco a preciosidade do momento presente. Você já passou por isso?


Para ouvir a história do outro, oferecendo a minha presença, preciso desapegar das minhas histórias, por mais emocionantes que elas sejam.