Tomar consciência e aumentar o vocabulário

Para aplicar a CNV do meu dia a dia, alterno entre esses dois aprendizados: consciência e repertório no vocabulário de sentimentos e necessidades.


Sobre a Consciência


Gostaria de começar esse texto esclarecendo o sentido que quero dar a palavra CONSCIÊNCIA. Muitos pensadores passaram a vida se dedicando a esse estudo. Não estou aqui para redefini-la, mas apenas para trazer meu ponto de vista e alinhar de onde estou partindo.


Estar consciente a meu ver é estar presente.

É dar conta do que se passa dentro e fora de mim.

É enxergar o que se passa em mim e o que acontece apesar da minha existência (o que é do outro ou do mundo). Isso tudo no exato instante em que está acontecendo. Consciência no meu ponto de vista tem relação direta com o tempo. Explico: fui treinada a querer o que não tenho, a imaginar o que quero viver, a sonhar e criar imagens para meus desejos. Enquanto estou nesse lugar, não estou aqui. Não me entenda mal, não estou criticando o “sonhar”. Estou defendendo que muitas vezes, fico entorpecida pelo que gostaria de estar vivendo e deixo de viver o momento presente.


Enquanto quero estar lá, não estou aqui. Enquanto simulo um diálogo com alguém na minha cabeça, não estou dialogando com essa pessoa. Enquanto sonho com a viagem que vou fazer, deixo escapar momentos preciosos no lugar em que me encontro. Os sonhos são necessários, são expressões de nossas necessidades, mas vale tomar cuidado com a frequência com que visito o mundo dos sonhos.


Sou um tanto quanto viciada nesse modelo de permanecer sonhando, portanto a consciência pra mim é sempre um desafio!


Sobre o vocabulário


É bem simples perceber a dificuldade em nomear o que sinto. Sinto, mas não aprendi a nomear. E para alguns sentimentos, me foi ensinado abafar. Sentir descontentamento, tristeza, luto, raiva... entrar em contato com as sensações que trazem para o meu corpo é exercício diário. Enquanto estou no automático, deixo-me escapar para minha fértil imaginação, onde posso tudo, até não entrar em contato com essas dores.


Para nomear primeiro preciso estar presente, querer sentir.

Assumir em cada célula o que está vivo e pulsando. Daí tenho que exercitar e afinar a minha percepção para perceber as nuances de cada sentimento e como eles reverberam no meu corpo. Isso exige uma dose cavalar de coragem, autopercepção e presença.


Um impulso para tomar essa coragem de estar presente e dar conta do sentir, é saber que ao final desse caminho desaguo no lago das necessidades. Como é revelador e tranquilizante dar conta do que realmente é importante para mim. Honrar o que é sagrado naquele momento. Quando tenho clareza do que me move, volto a respirar, aceito e abro espaço. É como se a neblina dissipasse e meu coração batesse com mais vida.


Aprofundar na CNV é aprofundar em si.

Um convite para esse aprofundar é viver conosco essa mistura entre o vocabulário e a prática de olhar para si em nossos treinamentos.

As próximas turmas de aprofundamento estão abertas aqui.


Autora: Erika Moulin

Brasília - DF

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