Pra terminar o ano bem e pra ler o ano inteiro

Atualizado: 13 de Dez de 2019

O ano já está quase acabando! Já entramos em dezembro, as decorações de natal já estão espalhadas por aí faz tempo, iluminando as cidades, e as músicas natalinas, como a famosa “Jingle Bells”, já podem ser ouvidas aonde quer que estejamos! Muitos são os rituais que costumamos fazer nas festas de fim ano, nutrindo estes momentos com celebrações, amor, amizade, afeto, carinho.


E, com o fechamento de um ciclo chegando, várias são as reflexões que fazemos:

“Realizei todos aqueles planos que programei no início do ano?”; “Quais foram as metas que alcancei?”; “Quais foram os planos que deixaram de fazer sentido com o passar dos dias?”, “Consegui passar mais tempo com as pessoas que realmente são importantes para mim?”. E, a cada pergunta, mais consciência vamos tomando do que foi ou não possível realizar neste ano, abrindo espaço para lutos e celebrações.


Com esse tema, o convite que fazemos é o seguinte: Vamos olhar para o nosso ano a partir da Comunicação Não-Violenta?

Com isso, podemos tomar consciência das necessidades que atendemos (ou não) com as nossas escolhas, enlutar o que foi diferente do que gostaríamos, honrar o que foi alcançado e, já visualizando a ano que está por vir, fazer pedidos que servem à vida.

Para lhe apoiar nesse “Check-out de fim de ano”, deixamos aqui 6 dicas para lhe trazer mais consciência de seus lutos e celebrações e contribuir para sua reflexão para terminar o ano bem:





1. Enlute os projetos que não se realizaram.


Você tem o costume de enlutar os acontecimentos que foram diferentes do que você gostaria que fossem? Ou daquilo que programou? E, se sim, como você tem experimentado o luto em seus momentos de reflexão?


O luto nem sempre é visto como uma prática que nos fortalece.

Por vezes, o fato de não termos alcançado algo que gostaríamos de conquistar vem carregado de culpa ou vergonha, com pensamentos de que “Não fui bom o suficiente para isso”; “Mais uma vez, não fiz o que tinha de ser feito”; ou “Isso não é pra mim”.


Pensamentos assim nada mais são que histórias que nos contamos sobre nós e que não contribuem para tomar consciência do que valorizamos ou refletir sobre outras possibilidades de buscar atender necessidades que valorizamos.


Para nós, o luto conectado à vida está amparado no fato de reconhecer o que não foi realizado (fato) e identificar quais necessidades são importantes para você que não puderam ser atendidas naquele momento.

Quem sabe, depois disso, você poderá seguir pensando sobre o que você escolheu fazer quando deixou de realizar aquela ação e quais necessidades você atendeu com esta escolha.


Ao final, o luto abre espaço para o reconhecimento do que há no presente e, a partir desta energia, outras possibilidades para cuidar daquelas necessidades que não foram atendidas aparecem.


Por exemplo: Em outubro deste ano, não participei dos treinamentos de aprofundamento em CNV com a Kirsten (treinadora certificada pelo CNVC) sobre “CNV na Educação” e “Relacionamentos Afetivos” e várias foram as necessidades que deixei de atender aí: aprendizado, conexão, comunidade, suporte, realização e evolução.


Enluto não ter estado presente. Reconheço que esta ausência foi fruto da minha escolha de me dedicar ao Doutorado que estou fazendo agora em Portugal e, com isso, atendo várias outras necessidades: comprometimento, evolução, aprendizado, crescimento, segurança e propósito (curiosamente, algumas mesmas necessidades que não atendi ao deixar de ir aos treinamentos).


Quando escrevo tudo isso, me vejo com mais energia para cuidar daquelas necessidades que não pude atender, como conexão e comunidade. Com esta consciência, sigo com o luto por não ter estado presente nos retiros mas posso checar: Há outras formas de me nutrir com conexão e comunidade?


Vale dizer que, nem sempre encontramos outros caminhos para atender a essas necessidades agora e reconhecer o luto chega como um ato precioso. Sentir o que tiver que ser sentido e honrar o luto, que também é uma necessidade humana universal, pode ser o caminho para nos trazer paz, aceitação ou alguma outra necessidade que faça sentido para nós.


Um dos presentes que Alan Seid nos trouxe em nosso último treinamento online foi a reflexão de que

“A nossa capacidade para sentir alegria e prazer é limitada pela nossa capacidade de enlutar”.

Assim, nos dar espaço para viver o luto sobre o que não realizamos neste fim de ano, nos permite abrir espaço interno para a alegria de celebrar tudo aquilo que conquistamos e todas as possibilidades que estão por vir!



2. Deixe ir aquilo que não tem nutrido a sua vida


Você já parou para pensar que, às vezes, nos comprometemos com projetos ou ações que, passado um tempo, acabam por não mais nutrir a nossa vida?!

Com a consciência do que você valoriza, você pode revisitar os seus planos e os acontecimentos deste ano, com a seguinte reflexão em mente: isso ainda faz sentido para mim? Quais necessidades eu atendo com este projeto? Esta é realmente a melhor estratégia para alcançar estas necessidades? Há alguma necessidade que deixo de atender com esta escolha? E, consciente das necessidades atendidas e não atendidas, eu escolho continuar ou escolho deixar ir?


Por exemplo: No início do ano, decidi assinar uma revista virtual que entendia ser interessante para minha inspiração e para o meu aprendizado! E foi... contribuiu bastante. Agora, não tenho mais me dedicado a leitura deste tema e percebo que o valor impacta na minha sustentabilidade. Assim, escolho não continuar com esta assinatura no próximo ano.


Estas reflexões são ótimas para avaliar o que realmente é importante para você, neste exato momento da sua vida... por mais engraçado que seja, às vezes, o que fazia muito sentido no início do ano e você acreditava atender várias necessidades, hoje já não faz mais sentido e o deixar ir é que nutrirá várias outras necessidades.


3. Celebre cada pequeno passo, cada conquista, cada plano concretizado!


Todo e qualquer movimento nosso, seja um pequeno gesto ou um grande projeto, está a atender alguma necessidade humana universal! E, se pararmos para refletir, rapidamente... Uau!!! Quantas necessidades atendemos ao longo deste ano!

Para este exercício, te convido a listar pelo menos 5 ações ou projetos que você realizou este ano!

Listou? Para cada um deles, experimente identificar quais foram as necessidades que você atendeu com estas realizações!


Por exemplo: Ter iniciado um curso de inglês (necessidades atendidas: aprendizado, evolução); Ter viajado nas férias de julho para praia com a família (necessidades atendidas: descanso, lazer, diversão, conexão); Ter feito uma trilha de 10km na Chapada dos Veadeiros com o namorado (necessidades atendidas: desafio, movimento, saúde, parceria, conexão) ... e por aí vai!


Encontrando as necessidades, celebre cada pequeno passo, cada conquista, cada plano concretizado! É assim que você vai nutrindo a vida e, como dizia o Marshall Rosenberg, tornando-a ainda mais maravilhosa!



4. Tome consciência daquilo que realmente é importante para você seguir


As dicas até aqui podem ter contribuído para que você esteja mais consciente daquilo que é importante para você... tanto o exercício do luto, quanto do deixar ir e da celebração te conectam com necessidades humanas que são preciosas para você e com as estratégias que você tem escolhido para cuidar delas.


O convite agora é para que, a partir das respostas que encontrou, você tome consciência e reforce as necessidades que você quer nutrir no próximo ano!


Por exemplo: “Como foi bom ter passado uma semana com a minha mãe na chácara! Companhia e conexão são necessidades que eu valorizo e quero cuidar!” Então siga com a pergunta: "E como vou cuidar de companhia e conexão para o próximo ano?" Pode ser que você escolha marcar finais de semana para ir à feira com sua mãe, e se nutra dessa companhia e conexão que tanto valoriza.


Outro exemplo: No último ano percebi que saúde, bem-estar e cuidado são muito importantes para mim e enlutei não tê-las nutrido com a força que queria. Um compromisso que gostaria de fazer comigo, para o próximo ano cuidar também dessas necessidades, é meditar diariamente. Então, estou disposta a tirar 10 minutos do meu dia para meditação.


A intenção e clareza desde a qual nos movemos é fundamental para nos trazer energia e nos dar direção.

Já imaginou que maravilhoso pode ser saber das necessidades que está procurando atender com um novo projeto e, se perceber que não está conseguindo nutri-las, mudar de direção?


A leveza que você pode encontrar ao se comprometer com o que é importante, mais do que com a ação em si, pode transformar o seu ano.

Experimente!



4. Faça pedidos a si mesmo para esse novo ciclo que se inicia


Ao dar-se conta de tudo isso que é tão profundamente valioso para você e traçar ações para conquistá-las, o que mais você pode pedir a você para seguir o ano bem?


Há pedidos valiosos que podem ser feitos para que o seu ano possa seguir de maneira mais conectada e nutrida e que não necessariamente se traduzem em ações específicas agora.

Por exemplo: "Trabalhei em excesso e não cuidei de meus limites." Um pedido que me faço é estar mais atenta ao meu corpo para descansar quando for preciso.


Use esse espaço como uma oportunidade para rever pequenas atitudes e traçar movimentos de carinho com você mesmo.


Os pedidos transformam a energia das necessidades em ações que nutrem a vida!


5. Se conecte com a confiança e com a esperança de novas oportunidades


Por fim, tudo isso terá mais chances de se realizar se você se conectar a confiança e esperança de que suas ações e suas escolhas podem nortear seu novo ano, cuidando daquilo que é realmente importante para você.


Todo novo ano, todo novo dia, todo novo minuto, nos traz uma oportunidade de buscar ações que nutram a nossa vida e a vida das pessoas que compartilham conosco esse tempo, essa época, esse lugar do mundo!

Se quiser vivenciar a retrospectiva do seu ano conosco, separamos um momento super especial este mês, para fazermos on-line esta reflexão em conjunto!

Se inscreva aqui para estar conosco no dia 18/12, às 19h30.


Autora: Cristiane Chaves e Liliane Sant'Anna

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Brasília - DF

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